SOBRE O AMOR, VIAGENS E MINHA VIDA EM OLINDA

Após ter ido para Dijon, Beaune, Lausanne, Genéve, Lausanne e Clermont Ferrand desde que cheguei aqui em Lyon, decidi fazer uma postagem sobre o tema sugerido pelo blog ROOTAROOTS – blogueiros de raiz (siiim, tô adorando os temas propostos) sobre o amor.

Afinal, o que é o amor? O amor romântico, amor paixão, amor fraterno, amor divino e singelo. O “morrer por amor” no seu sentido romântico está se tornando cada vez menos valorizado e visto até mesmo como equivalente a uma certa dose de exagero e extravagância. Eu diria que estamos indo em um caminho melhor, já que agora falamos de VIVER por amor ou, ainda melhor, VIVER DE AMOR. No final, esse é um alimento necessário a todos os seres humanos, não é?
Mas o que o amor tem a ver com viagens, paisagens e tantas outras coisas novas as quais nos deparamos ao longo de uma viagem para o desconhecido? Eu digo o que: quando vemos uma viagem como uma oportunidade de autoconhecimento, tudo aquilo novo que está no exterior te toca de uma maneira que você começa a enxergar partes até então desconhecidas dentro de si mesmo também. Começa a se deparar com sentimentos antes desconsiderados, com decisões que vão de encontro àquilo preconizado pela “razão”, vai desconstruindo aquele esteriótipo que você mesmo criou para si mesmo. Vai desconstruindo crenças as quais já não te servem mais, aquelas que travavam a sua própria garganta e te impediam de ir além da zona de conforto a qual você se encontrava. E olha a surpresa: quando você deixa o seu porto seguro, milhares de coisas podem acontecer! E isso é incrível! Afinal, mares calmos não fazem bons marinheiros, como já dizia o provérbio africano.
Entre os erros e acertos, decisões e circunstâncias novas, eu fui aprendendo a me amar.E aqui estou novamente ao centro da nossa conversa: O amor. “Ama o próximo como a si mesmo” já disse alguém há mais de dois mil anos atrás. E aí a gente deturpa totalmente esse ensinamento achando que AGRADAR a todos é igual a AMAR. Pois eu tenho uma notícia mais agradável para te dizer: não é isso. O amor é transcendental, como você pode amar os outros se ainda não descobriu o amor a si mesmo? E quando eu digo isso não quero incentivar o egoísmo nem desnaturar o altruísmo… Foi o altruísmo que me salvou de uma depressão leve que tive há uns anos atrás. Salvou-me pelo amor do outro, porque ao “esquecer” de mim, deixar de lado um pouquinho as minhas necessidades e olhar de perto as necessidades daquelas crianças que quase não tiveram oportunidade na vida me fez ver a vida toda com outros olhos. E a gente só enxerga bem com o coração, como já disse o Pequeno Príncipe.
amor, meus amigos, é uma construção. É uma espiral. O ódio/ciúme são o amor doente. Ambos atraem vibrações que elevam ou rebaixam sua frequência vibratória. Porque são a face de uma mesma essência sentimental.
O amor é o sorriso da minha irmã Clara, ao me ver e gritar: “Tíciaaaa!!” e daí sair correndo de onde está para vir me dar o melhor abraço do dia. O amor é a possibilidade de diálogo que eu tenho com meu irmão enquanto vamos comer sushi lá em Olinda. O amor é o beijo que eu dou em minha mãe todos os dias antes de sair de casa para ir à faculdade, ela me dizendo: “Deus te abençõe, minha filha”. O amor são as conversas que variam de política, relacionamentos, transcendência e opinião que eu tenho com meu pai quando ele vai me deixar na faculdade. O amor é o acalanto dos meus quatro avós ainda vivos – e eu tenho consciência da BENÇÃO que é ter os quatro avós vivos nos dias de hoje. O amor é o almoço que minha tia Lúcia faz na casa dela com a lasanha maravilhosa, onde, além de comer maravilhosamente bem, posso ver meus primos, minhas tias e meus tios que amo muito, além de todos os agregados que já fazem parte também de nossa família espiritual.
O amor é amplo, ele está em todo lugar. É só ter olhos para enxergar.
Então, vai! Ama e faz o que quiseres! Eu, por enquanto estou viajando. Mas a gente se encontra por aí, na esquina da vida… Porque você sabe: o mundo é um ovo! Estamos todos conectados.
Com amor,
Letícia
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7 comentários sobre “SOBRE O AMOR, VIAGENS E MINHA VIDA EM OLINDA

  1. Bom texto, Letícia!
    Realmente ter os 4 avôs vivos é um privilégio. Não tenho nenhum e perdi todos muito cedo.
    O amor está em tudo, só precisamos enxergar com o ♥.
    Vim voando lá do Rotaroots e também escolhi esse tema para participar.
    Vamos espalhar amor, então!
    Abração esmagador e ótima tarde.

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