Perguntas e respostas – 1ª parte

Boa taaaarde, Brasil lindooo!! Eu aqui acompanhando de longe toda a galera saindo no frevo, no MELHOR CARNAVAL DO MUNDO, me bateu uma sauudaaade, juro… Ninguém é de ferro!

dança dumbledore

Até Dumbledore se anima no carnaval de Olinda 😀

Mas então, primeiro quero me desculpar por mais de uma semana sem postar! Ocorreram vááárias coisas aqui, dentre elas a internet ficou sem funcionar uns dias, viajei pra Dijon, Beaune e Annecy (claaro que vai ter post sobre isso), perdi meu cachecol, quebrei meu óculos, meu casaco quebrou, depois eu consertei, depois quebrou de novo… Conheci uma galera massa! Enfim, muita coisa ocorreu e eu não poderia deixar de citar aqui!

No entanto, hoje estou iniciando a coluna Perguntas e Respostas! Idealizei essa categoria no blog depois que postei lá no grupo da Faculdade de Direito do Recife que eu estou aqui em Lyon através de um Convênio da Universidade Federal de Pernambuco com a Universitè Lumière Lyon 2. Logo surgiram várias dúvidas, que eu vou colocar logo abaixo:

1) Como se dá essa questão do Convênio entre a UFPE e uma Universidade do exterior?

R – Se você entrar no site da UFPE sobre Cooperação Internacional, poderá ter muitas informações preciosas para a realização de um intercâmbio acadêmico, desde os pré-requisitos para as inscrições: << a)ter concluído 1 ano acadêmico (2 semestres letivos) com total aprovação nas disciplinas cursadas; b) ter coeficiente de rendimento escolar igual/superior ao exigido pelo programa do qual pretenda participar; c)ter, no máximo, 1 reprovação nos demais períodos; d) Comprovação de proficiência em língua estrangeira – se assim requerido pelo programa que você pretenda participar>> Até mesmo as oportunidades de bolsas existentes para a realização desse intercâmbio, em nível da graduação até pós-graduação. Vale a pena dar uma conferida. Mas atenção: fique atento  aos prazos e vá em busca da documentação necessária para inscrição.

2) Para fazer o intercâmbio na graduação é necessário realizar algum tipo de prova?

R – Não. Basta você entregar a documentação à Diretoria de Relações Internacionais no período de inscrição informado no Manual do Intercambista. Neste manual estão presente várias informações importantes sobre o procedimento e os documentos específicos que se deve reunir.

3) Nesse intercâmbio que você fez, para a Universidade Lumière Lyon 2, você precisa ter terminado o nivel B1 (ou seja, ser pós-intermediário) ou consegue fazer o intercâmbio no nível intermediário (B1)?

R – No intercâmbio que eu fiz para vir para Lyon foi necessário eu apresentar uma declaração da Aliança Francesa na qual dizia que eu tinha terminado o B1.2. No entanto, eles aceitam uma declaração de nível intermediário de qualquer Escola de Línguas, como o do Núcleo de Línguas e Culturas do CAC, Yazigi, etc. Não aceitam declaração, porém, de professor particular.

4) Como você escolhe as disciplinas que você vai estudar no exterior?

No site eles explicam direitinho. Após já ter preenchido o formulário de inscrição, entregue junto ao histórico escolar com o carimbo da escolaridade e a declaração de proficiência na língua, você receberá a carta de aceitação (após dois/três meses). Assim, você deverá preencher o contrato de estudos da UFPE e colocar as disciplinas que você gostaria de fazer. Lembrando que temos direito geralmente a duas eletivas livres de qualquer campo de conhecimento, o que será revertido também em horas-aulas. Esse contrato de estudos deverá ser assinado pelo coordenador do curso, que dirá se as disciplinas cursadas no estrangeiro serão válidas aqui – importante fazer a triagem anteriormente, para facilitar o processo.

5) Quanto custa a mensalidade da Faculdade?

R – Há faculdades pagas e não pagas. As do Reino Unido geralmente são pagas, quando não se consegue bolsa de estudos. As da França, porém, não são pagas. Termos que arcar somente com a nossa manutenção (alimentação, alojamento, transporte e lazer). O custo de vida na França, porém, é bem alto, sem falar das taxas que, no primeiro mês, giram em torno de 850 euros. É imprescindível se programar bem para não passar necessidade.

6) Dá para trabalhar/estagiar ao mesmo tempo?

R – Que dá, dá. Na minha opinião, porém, fica bem puxado se você faz 5 disciplinas (3 Cours Magistraux, que geralmente têm muita gente e passam um conhecimento mais geral a todos; e 2 Travaux Dirigés – que formam uma turma menor, no entanto com muitos trabalhos individuais, fichas de leituras e apresentações), todas em Francês (meu caso). Ando pensando nessa possibilidade de trabalhar aqui, nem que seja voluntário, para ganhar uma boa experiência. De qualquer modo, acho uma boa forma de complementar a renda. No entanto, para quem quer viajar nos fins de semana e nos recessos da universidade fica beeem mais complicado. Acho que você precisa olhar sua finalidade mesmo em realizar o intercâmbio, procurando conciliar suas necessidades básicas com o que você quer para sua vida. Conheço pessoas que trabalham aqui, posso fazer uma entrevista com elas 😀

Bem, por enquanto é só! Qualquer coisa, podem me contactar pelo e-mail let.m.moraes@gmail.com

beatles dando tchau
Tchauziiinho, gentee :*

Agradeço a Andresa Soares e Tiago Cisneiros, que tiveram papel relevante para a construção desse post!

E vocês? Há alguma duvida em que eu possa ajudar?

Saindo de Lisboa, indo para Lyon!

Geeeeeeeeeeente, que amanhã foi esse que demorou três dias? hahahha É que nem criança que diz que amanhã é qualquer dia no futuro… Mas estamos nós aqui de novo, para finalmente tirar um pouco da curiosidade de vocês sobre o que aconteceu em meu primeiro dia de viagem, no aeroporto de Lisboa.

Txamtxamraraaam…

Lá estava eu, me achando por ter saído da supermegahiper sala do aeroporto de Lisboa com minha mala de mão e minha mochila, indo em direção ao portão de embarque…

Quando me dou conta que o portão de embarque estava totalmente VAZIO. Não tinha avião nenhum lá, e só faltavam 20 minutos para o embarque. Achei tudo super estranho… Foi quando eu decidi perguntar a uma menina que estava sentada ao meu lado se ela sabia o que tinha acontecido com o avião. Ela era do Paquistão, formada em Direito, estava fazendo mestrado em língua inglesa e estava indo para Budapeste, porque ela estudava e trabalhava lá. Acabei chegando à conclusão que ela não ia pegar o mesmo voo que eu, mas só estava sentada esperando a fila do embarque do voo dela diminuir… Conversamos durante uma hora em inglês até que ela embarcou. E nada do meu voo embarcar…

Depois de meia hora de atraso, perguntei às atendentes portuguesas daquela área se estava havendo algum problema com o nosso voo, no que elas responderam que ele iria se atrasar, sem previsão de quanto tempo.

Tá bom né, tava fazendo nada mesmo, o dia depois desse dia ia ser domingo…

Fiquei feito Anna, de Frozen: só vendo o relógio andar…

Sentei lá e fiquei esperando. Até que conheci uma senhora brasileira também, que estava indo à Lyon. Ela disse morar na Paraíba e que sua filha já estava morando em Lyon fazia 4 anos. Inclusive, já tinha se casado e tido um filhinho. Ela me disse que estava tão nervosa que não tinha comido nem dormido direito há dois dias! Perguntei a ela se ela sabia falar francês, ela disse que não… Foi quando disse a ela que qualquer coisa que eu pudesse ajudar até chegarmos em Lyon, eu faria por ela, para falar em Francês, essas coisas. Ficamos ainda conversando meia hora até, finalmente, chamarem os passageiros para o embarque.

Esse embarque foi totalmente diferente do embarque Recife-Lisboa. Primeiro: teríamos que descer uma escadinha rumo ao clima frio que estava naquele momento – e eu não estava nem um pouco acostumada; depois, teríamos que pegar um pequeno ônibus até um avião pequenino, que não tinha lugar para deixar a mala, só poderíamos deixá-la num lugar atrás do avião.

Fiquei com medo de levarem minha bagagem de mão, mas pelo menos eu tinha a mochila e meu porta-dolar colado na minha pele como passaporte, dinheiro e cartão, para qualquer imprevisto…

Então, finalmente entrei naquele avião minúsculo, onde eles colocaram uma cortina bem fubeca para diferenciar aqueles que tinham pego primeira classe daqueles que estavam na classe econômica O.o

Foi quando eu pensei, na moral : Qual é cara, tira essa cortininha nada a ver e deixa todo mundo junto, coisa sem noção…

Gente, esse aviãozinho foi tenso demais… Era muita turbulência! Tinha hora que eu ficava super enjoada e tonta… Além disso, o comissário de bordo era um pau no saco e ficava o tempo todinho reclamando da vida e fazendo cara de sarcasmo para você. Você pedia água, ele achava ruim! A senhora que eu estava conversando começou a passar mal e ele ficou reclamando… Coitada po, ela não tinha a menor culpa de tá passando mal! Pelo menos tinha a outra comissária, que era tão simpática que valia pelo mau humor do outro… Deu vontade de fazer isso nele:

Mas tudo o que eu fiz foi dar um sorriso amarelo mesmo:

A senhora perguntou se eu tinha algum tipo de remédio para dar para ela pra enjoo e infelizmente eu não tinha. Disse a ela que só dia remédio para acidez estomacal (Magnésia Bisurada). Ela pediu um comprimido e eu dei… Mas parece que não era pra eu ter dado… :S Ela piorou ainda mais e ficou vomitando durante todo o voo..

Gente, me senti horrível por ter dado o remédio a ela. Quando a gente aterrissou, ela tava super fraca de tanto vomitar. Eu fui ao lado dela para ajudar a pegar as malas, que tavam super pesadas, e  a levar até a filha dela… Chegando lá, a filha dela estava esperando junto com o neto. Lá também estava o transfer que mainha contratou: ela tinha medo de eu ser sequestrada ou algo do tipo… Para ir e voltar ao aeroporto, assim, achamos melhor contratar um transfer por causa do peso também, e tudo o mais… como a gente fez na Inglaterra e tal. Tudo isso a gente colocou e verificou o custo antes, para não ficar pesado e tal… Mainha diz que segurança em primeiro lugar!

Finalmente, cheguei em Lyon!! O transfer falava inglês e francês, mas ficamos falando inglês porque ele começou a falar em inglês! Ficamos conversando sobre questões sobre tolerância com as diferenças, religião e cultura…  Foi massa!

Depois disso tudo, finalmente cheguei no HOSTEL! O nome dele se chama Cool and Bed! Mas sobre ele eu falarei num próximo post, com mais aventuras e imprevistos…

Beijiiiinho de uma sagitariana em Lyon! À bientôt :*

Planejando o intercâmbio – 3ª parte: Poupando à proporção dos seus ganhos

Oi gente linda, tudo bom?!

Primeiramente quero me desculpar pela demora em postar no blog: eu precisei terminar uns trabalhos da faculdade daqui e também da faculdade daí! Tenso né? Mas agora que terminei, vamos lá, vamos voltar…

Sei que muita gente tá morrendo de curiosidade pra saber o que danado aconteceu depois que aterrissei em Lisboa, mas estou alternando os posts entre dicas de viagem e como está sendo minha viagem. Basicamente, o antes e o durante da minha estadia aqui em Lyon!

Assim, hoje a gente vai falar um pouco sobre POUPAR. É basicamente uma complementação do nosso quarto post. A primeira pergunta para você é: você tem uma poupança?

Não gente, não é esse tipo de poupança :/

O que é uma poupança, afinal? Para que servem? O que fazem?

Gente, eu não sou economista. Estudo direito e só assisti poucas aulas de economia no primeiro período do curso. Fui saber agorinha que existe diferença entre Poupança e Caderneta de Poupança pelo Wikipedia. No mais, sou feito a grande maioria da população brasileira que não sabe muito bem a diferença entre os mais variados tipos de investimento e investimento em bolsa da valores.

O meu intuito aqui é mostrar o porquê de eu ter escolhido a caderneta de poupança (investimento de baixo risco) em vez de ter escolhido outra opção como a de previdência privada ou mesmo título do tesouro nacional e como eu investi o meu dinheiro (e tempo) para conseguir a realização da presente viagem.

Bem, inicialmente, eu sempre tive medo de perder dinheiro. Juntava minhas cédulas num pequeno cofre até que fui obrigada a criar uma conta quando comecei meu estágio num escritório de advocacia. Quando eu estava no vestibular, gravei bem uma informação trazida pelo meu professor de Geografia do cursinho FAP (João Correia) que disse à turma para só fazer previdência privada e poupança na Caixa ou no Banco do Brasil, pelo fato de serem bancos tradicionais, criados na época do império no Brasil, com menos probabilidade de falência.

Assim, naquele meu primeiro estágio, no ano de 2012, eu decidi não abrir uma conta poupança no banco Bradesco (o único banco para o qual eles transmitiam a bolsa de estágio), mas apenas guardar o montante que eu não utilizasse na própria conta corrente. Cabe ressaltar, porém, que nunca tive problema nos dois únicos meses em que utilizei a conta Bradesco Universitário naquele ano.

Quando decidi fechar a conta no banco, tirei o dinheiro que eu não tinha gasto para “investir” em um vestido para o ano novo. Afinal, todos nós precisamos investir na nossa imagem também não é mesmo?

A minha conta universitária do Banco do Brasil eu só criei quando fui aceita pelo órgão FACEPE para realizar minha iniciação científica sobre sociologia jurídica. Aproveitei o ensejo e pedi para criar a conta poupança. Vale salientar que minha a minha agência necessitou de sete dias úteis para “marcar um dia” para que eu pudesse criar as duas contas. Por causa desse problema, minha bolsa de iniciação científica atrasou quatro meses.

Mas sem problemas, de um limão fazemos uma limonada! Como eu ainda dependia totalmente dos meus pais ainda, assim que eu recebi as quatro bolsas em atraso eu coloquei a remuneração diretamente em minha conta-poupança. Depois desses quatro meses, ganhamos 400 reais por mês, durante um ano. Não é muito, mas você pode economizar pelo menos 10% disso todo mês, se você precisa utilizar o dinheiro para pagar xerox e todas essas coisas da faculdade. No meu caso, eu utilizava 200 reais e guardava o restante, já que eu estava pagando só as minhas coisas (lazer, saídas, roupa), para aliviar um pouco para os meus pais.

A situação fica mais difícil para quem tem dívidas: nesse caso, eu aconselho você a saná-las ou pelo menos ter uma boa balança financeira para só depois você começar a poupar. Para quem não sabe, eu sou leitora assídua do blog Vida Organizada, de Thaís Godinho. Se você está realmente perdido sem saber por onde começar a organizar suas contas, eu recomendo que você visite a sessão do blog dela que fala sobre exatamente sobre isso.

Depois da iniciação científica, entrei para um estágio com uma melhor remuneração no Ministério Público de Pernambuco. Além de ter conhecido pessoas maravilhosas na sua sede em Olinda e ter apreendido muita experiência do mundo jurídico nas áreas de Júri, Terceiro Setor e Direito de Família, comecei a refletir sobre o aumento ou diminuição de gastos. Cheguei à conclusão, enfim, de que continuaria gastando o equivalente a 200 ou 300 reais mensais no máximo e guardaria o restante (a remuneração à época da bolsa de estágio no MP era R$800, em 2013). Isso equivale a mais ou menos 30-40% do que eu ganhava, visto que eu tinha em mente o objetivo de fazer o intercâmbio ainda na faculdade e amenizar um pouco o gasto dos meus pais. A escolha que não querer ter um carro e andar o máximo possível de ônibus e caronas também auxiliou nesse processo.

Quando passei no estágio para o Ministério Público Federal em Pernambuco, comecei a ganhar um pouco mais, sendo que gastava o mesmo que eu gastava na época do MPPE para poupar mais. Às vezes o segredo de ter uma vida com mais realizações, no meu entender, é se segurar um pouco, continuar – durante um tempo – com o estilo de vida que você tinha até que você possa conseguir realizar um sonho. No meu caso, precisei comprar roupas novas no começo do estágio, acho que isso é essencial. Mas me planejei para esse gasto – essencial, no meu entender – não prejudicar lá na frente, nos próximos meses. Isso significou que eu teria que fazer tudo aquilo que escrevi no 3º post.

Por que, afinal, ter escolhido o investimento de caderneta de poupança foi o melhor para o meu caso?

1º) Eu precisava de maior liberdade para a retirada do dinheiro, que tanto o investimento no tesouro quanto o investimento em previdência social não me davam. Utilizei parte do dinheiro que estava na poupança para pagar uma parte da minha formatura e minha primeira viagem com minhas amigas de infância para o Rio. Afinal, em cinco anos consegui realizar dois sonhos, sendo que um está em andamento a formatura jajá chega! Cada gasto desse, porém, foi calculado para não influenciar no maior projeto (Lyon), além do que meus pais sempre me apoiaram muito.

2º) Ter uma poupança, ainda que você tenha também um investimento a longo prazo como o do tesouro nacional, é sempre útil. Já li vários especialistas aconselharem  guarda pelo menos 10% de tudo o que você recebe para criar um fundo de segurança para possíveis imprevistos. A imagem abaixo ilustra bem uma forma saudável de poupar. Foi tirada do grupo do Facebook criado por Thais Godinho também, Vida Organizada – Finanças.

3º) A poupança rende mais do que guardar dinheiro debaixo do colchão (em relação à inflação) ou deixar dinheiro na conta-corrente.

No mais, aconselho ler esse post do Blog Amanda Viaja.

Por hoje é só, gentem! Amanhã tem mais, sobre o imprevisto que aconteceu em Lisboa. Beijão de sagitário =*

Falando francês JÁ no BRASIL

Dia 17.01.2014 – Onze e meia da noite

Após sair da sala de embarque, esperei as portas do avião abrirem para que os usuários da classe executiva pudessem sentar. Entro no avião da TAP, e, pela primeira vez na minha vida não viro à direita, mas à esquerda.

Corredores largos, grandes espaços de colocar a bagagem de mão e… uma poltrona para cada passageiro que pode se transformar numa cama! Me senti um gato no lixo nessa hora… Ainda mais, olha só, um BRINDE com um par de meias, um negócio pra colocar nos ouvidos (para não ouvir barulho), uma caneta e uma máscara de dormir para olhos! Amei!

E na hora de guarda a minha mochila? Eu não queria… queria deixá-la aos meus pés, porque lá estavam todas as minhas roupas de frio, escova de dentes, meias e etc. Aí deixei nos meus pés, só que aí a bolsa ficava o tempo todo caindo

O avião começa a alçar vôo, sinto medo. Tenho medo da decolagem e da aterrissagem, mas não pânico. Procuro meditar usando a respiração nessas horas e às vezes acabo dormindo, estranho né? Se eu não meditasse, provavelmente ficaria assim:

Mas dessa vez eu tava tipo assim:

Bem melhor né?

Mas, continuando… Notei a existência de um homem alto, esguio de mais ou menos uns 45-50 anos, vestido de forma elegante, usava óculos e sempre quando a moça oferecia algo , ele dizia: “merci”.

“Esse homem só pode ser francês.” – Pensei. “Ele é muito francês na aparência.” Mas aí fiquei me indagando “Devo ou não devo começar a treinar meu francês agora?” e comecei a escrever no meu bloquinho de notas as impressões, até o momento em que eu parei para refletir: “Caramba, posso estar perdendo um bom momento de conversação. Tá bom de escrever, preciso viver!”

E foi quando eu o perguntei: “Bonsoir, est-ce que vous êtes français?” (boa noite, você é francês?)

E aí ele deu um sorriso e respondeu “Oui” (sim).

Gente, fiquei muuuuuuito feliz por não ter levado um fora, de verdade. O melhor foi que eu entendi grande parte do que ele dizia e ele também me entendia. Disse até que eu falava bem francês! Agradeci educadamente, é claro, mas na realidade eu queria era fazer isso:

UHUL, EU SEI FALAR FRANCÊS

Resultado: Falamos durante a entrada, o prato principal e a sobremesa (minha gente, que jantar é esse que a TAP oferece? Passada! Quero sempre *.*) Até a hora de dormir. Ele disse que era engenheiro e tinha vindo fazer um negócio com a Fiat em Goiana. Que tomou banho na praia de Boa viagem. Eu disse a ele que ele teve sorte de não ter sido comido pelos tubarões. Nossa, até a Kate Perry sabe disso, fez até essa homenagem ao frevo de nossa cidade e à praia de Boa Viagem:

Katy Perry de passista do frevo e tubarões da praia de Boa Viagem. (disponível em: http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-2936210/Pictured-Katy-Perry-backing-dancer-reveals-one-supporting-sharks-s-fumbled-routine-caused-instant-internet-hilarity.html)

Então, ele me disse todos os lugares legais pra ir na França, em Portugal, na Itália, na Suíça, que meios de transportes era legal pegar, quais as cidades mais bonitas da Europa, como chamar o Restaurante universitário (Rest-U), até que ele me perguntou: “Quais são os lugares bons para se conhecer em sua cidade”?  Aí eu falei da Sé, da tapioca, do carnaval, do Recife Antigo, do Marco Zero, dos Museus que foram inaugurados, de Fernando de Noronha… Foi uma conversa bem cultural!

Depois de dormir com a SUPER-ULTRA-MEGA POLTRONA CAMA (amei gente) acordei e fui tomar o café da manhã, que também tem a entrada (frutas), prato principal (pão/bolacha com manteiga, geleia) e sobremesa (pedi café). Apesar do frio, estava me sentindo bem, tinha descansado.

Depois de 7 horas e meia de viagem, finalmente chegou a hora da aterrissagem (uul, rimou). O medo de novo-meditação-cochilo. Chega a hora de ir ao Aeroporto de Lisboa. Na hora que saímos, o francês disse que poderia me levar para a sala de embarque do aeroporto (onde eu não tinha a menor ideia de onde ficava). Ainda cometi o maior mico de ir na ala dos cidadãos da União Europeia (Peraê menina, chegasse agora e já tas se sentindo a europeia? kkkkk) e depois voltei pra fila dos que não faziam parte da União Europeia.

Foi quando o cara me perguntou o que eu tava fazendo em Lisboa e eu disse: “Para pegar um vôo pra Lyon, onde vou estudar Direito Internacional”. Ele olhou pra minha cara, perguntou se eu sabia falar francês, eu disse que nível intermediário. Ele chamou um carinha pra falar qualquer coisa em francês, eu respondi, depois ele carimbou o negócio e deixou eu passar (tenso). Pelo menos não precisei mostrar nenhum dos documentos que trouxe para comprovar minha estadia e que eu tinha recursos suficientes para me manter.

Na hora de abrir a mala, dessa vez os livros não saíram pulando! ÊÊÊÊ

Até que um dos carinhas que tavam examinando a esteira olhou assim pro meu ursinho que tava de cabeça enfiada no bolso da mochila e perguntou: “Por que você tá trazendo esse ursinho?”. Aí eu respondi: “Foi meu namorado que me deu, pra eu lembrar dele”. Aí ele fez “AAAAAAAAAAWWN”, chamou outra mulher e um outro cara e os dois fizeram “Aaaaaaawn”. kkkkkk

Hihihi que vergonha

E então, quando chego na sala de embarque (ainda tinha 3 horas para embarcar) chego na mega sala com banheiro, chuveiro, televisão, revistas, livros, comida ATÉ UMAS HORA, bebidas (sucos, água, vinho), mesas, poltronas, WIFI , tudo na maior CHIQUEZA.

Entrada da sala de embarque para clientes Premium
Entrada da sala de embarque para clientes Premium

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Só um pouquinho do que tava lá… Fiquei passada!

Nisso, depois que voltei ao banheiro, o Francês estava falando com a esposa dele no telefone e me colocou para falar com ela.

Olha só que massa: Ela me ofereceu um apartamento em Paris para alugar, num lugar perto do Museu do Louvre, onde há lugar para até 7 pessoas! E ainda ela também tem uma casa para alugar em uma pequena cidade perto de Bordeaux também! Anotei o número dela, o nome, e o e-mail para marcar um possível aluguel com mais gente em Paris! *que chique benhê*!

O jargão de Márcia, da novela “Chocolate com Pimenta” : – Que chique, benhê!

Nos despedimos, eu o adicionei no Facebook para algum contato futuro e adicionei a esposa dele nos meus contatos. Que bela coincidência!

Quando finalmente chegou a hora de eu embarcar, após falar com minha mãe, minha irmã, meu irmão e meu pai, fui em direção à plataforma de embarque. Chegando lá, que surpresa! Poxa vida, tava tudo indo tão bem :/

O que aconteceu? Cena para os próximos capítulos.

Beijinho de uma sagitariana em Lyon

Planejando o intercâmbio – 2ª parte: economizando para a realização de um sonho

Boa noite gentem do bem!

Como falei no segundo post, meu plano inicial é alternar postagens entre

1) Dicas e sugestões para a realização de um sonho, que é o intercâmbio; e

2) Como estão sendo os meus dias de viagem.

Então, o tema de hoje é um tema muuuuito delicado: dinheiro.

Tem gente que acha essa temática ainda mais íntima do que sua própria relação sexual (WOW)… Mas é sempre importante falarmos de nossa relação com o dinheiro ao longo do tempo, para também não virar tabu, né gente?

Nossa, ela falou “dinheiro”? :O

As sugestões que vou dar aqui são baseadas na minha experiência de economia. Na realidade, desde pequena, quando recebia qualquer moeda ou cédula, eu guardava o dinheiro num pequeno cofre, às vezes de porquinho ou mesmo aqueles fuleiros que a gente compra na loja de 1,99 (que hoje em dia equivale a bem mais…). Muitos já disseram: ah, mas é porque você tem o perfil conservador, você parece com sua Tia. Meu pai dizia que mesmo num tempo em que ele ganhava mais, ele acabava indo pedir dinheiro emprestado a ela, porque ela sempre tinha uma reserva.

Quanto a isso, o que eu tenho a dizer é o seguinte: na minha opinião pode haver, realmente, certos tipos de “perfis” de investimento e tudo o mais, como dizem os especialistas em economia e bolsa de valores. No entanto acredito que isso é muito cultural também, além do que a forma pela qual você lida com o dinheiro muitas vezes é questão de hábito. No entanto, hábitos podem ser mudados, não é mesmo? (Sobre mudanças de hábitos, sugiro a leitura do livro “O poder do hábito – Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios”, do autor Charles Duhigg.)

Nesse sentido, desde que cheguei de Londres, eu tinha em mente a realização de um sonho a médio/longo prazo: fazer outro intercâmbio. E aí, agora era fazer um planejamento do que eu precisava fazer para transformar UM SONHO em UM OBJETIVO. Vocês compreendem a diferença?

Quando falamos de um sonho, a sua existência parece estar ligada ao imaterial, ideal, ao longe ou mesmo impossível de ser concretizado. Não conseguimos colocar um desenvolvimento temporal ou mesmo pragmático para ele ser realizado.

Em Enrolados, Rapunzel sonhava que as luzes flutuantes eram para ela. No final, eram mesmo! Mas como ela iria saber isso se tivesse ficado para sempre em sua torre e não tivesse arriscado pisar em terra firme?

Quando falamos em objetivo, por outro lado, temos a ideia de algo mais concreto, que geralmente tenha a ver com um projeto, dividido em várias ações de acordo com o momento em que se esteja vivendo, mas apto a ser revisado mensalmente, semanalmente ou mesmo diariamente.Projeto e objetivo não são sinônimos, mas a efetivação de um projeto sempre tem um objetivo por trás.

Pois é, para realizar um projeto é preciso ter atenção e estudo né, Ross?

Extremamente necessário é reunir informações sobre o intercâmbio/mochilão/viagem/trabalho no exterior que você deseja realizar, a internet é uma grande fonte de informação que temos hoje em dia. Também vale muito a pena perguntar a quem já foi e quais procedimentos foram necessários realizar. Além disso, os agentes de viagem no geral dão as informações de forma gratuita. Vale a pena conferir quando comprar passagens mais baratas e mesmo o custo de vida no país. Tudo isso você pode ver pela internet, mas perguntando a quem já foi você tem uma ideia mais concreta do que buscar, de acordo com seu objetivo.

Por exemplo, se além de fazer o intercâmbio você quer viajar por outros países, será um preço diferente de somente se manter lá. Bom ter em mente também que no primeiro mês a gente sempre gasta mais, por causa da acomodação, roupas de frio, comida, além de coisas que você precisa ter em casa. Inclusive, no primeiro mês você ainda não conhece os supermercados bons para se pechinchar, se ninguém tiver te dado qualquer dica.

No caso da França, mais especificamente, você ainda precisa pagar aluguel, caução, seguro social, seguro de responsabilidade civil, seguro habitação e ainda o transporte, que não é barato (mas, em contrapartida funciona MUITO).

Não podemos esquecer, de todo modo, nosso lazer também! É bom separar dinheiro para isso, já que você está em outro país e vivenciando uma ótima oportunidade de apreensão cultural (vale a pena ir pra museus, teatros, restaurantes, bares, etc). Socializar, né galera?

E aí, você já decidiu transformar seu sonho num objetivo?

Então vamos para o próximo passo:

Pegou? KKKKK brincadeirinha (piada infame, eu sei. “Trocadalho do carilho”, como meu pai diz).

Sim, e como economizar dinheiro, Letícia?

Primeiramente, não rasgue dinheiro. Segundo:  poupe tudo o que ganhar.Terceiro: tenha disciplina e esqueça que o dinheiro existe.

Aaaaaaaaaaawn, mas é muito difícil juntar dinheiro…

Calma, bebê… passou, passou!

Veja bem, pode, de fato, parecer bem difícil poupar quando temos despesas fixas e outras prioridades, como comprar um carro, por exemplo. Realmente, fica complicado, mas não impossível.

Existem várias formas de economizar dinheiro. A primeira delas diz respeito à importância de tomar consciência dos seus gastos diários. Tomando essa consciência, você poderá otimizar o quanto você ganha. Por exemplo, se todo dia você gasta 2 reais num cafezinho depois do almoço, e com um lanche ou almoço fora de casa,  você pode economizar algo em torno de 200-400 reais mensais se:

a)Levar comida de casa, para lanches e almoço. Além de economizar, você pode estar criando um menu mais saudável para você. Inclusive, você sabia que existem as novas “marmitas fashion”, que você pode levar à escola/faculdade/trabalho sem sair da moda? Existem versões masculinas e mesmo femininas.

Versão masculina de uma marmita fashion. Disponível em: http://modaparahomens.com.br/2011/08/01/marmita-fashion/
Vários modelos de marmitas. Disponível em: http://gnt.globo.com/bem-estar/materias/marmitas-fashion-a-moda-das-famosas-invade-o-almoco.htm#930=1

b) Pegar cafezinho no escritório/trabalho ou em algum restaurante. Geralmente oferecem gratuitamente em restaurante Self-service. Outra opção é você comprar em um supermercado os pós de café já para preparar com água quente depois do almoço.

c) Cortar supérfluos –será que você realmente necessita desse sapato que está na promoção? Ou dessa bolsa MA-RA-VI-LHO-SA que você amou? Ou desse tablet de última geração? Tomar consciência do que se tem já é um grande caminho para à economia, porque você saber DE FATO quais são suas necessidades e não estará comprando algo apenas “por impulso”, “para se sentir mais feliz” ou mesmo “só para ter”. Por isso é muito importante você mesmo fazer faxinas mensais ou semestrais no seu quarto, livrando-se da tralha e evitando comprar o que você já possui e esqueceu que tinha.

d) Tomando consciência dos seus gastos fixos – você já tem contas para pagar? Muito importante então é organizar seus gastos fixos como água, telefone, transporte, energia, saúde, feira, cursos, etc. Algo está muito alto? O que você pode fazer para diminuir essa conta e se tornar mais sustentável? A blogueira da página VIDA ORGANIZADA, Thaís Godinho, por exemplo, já postou sobre Como se organizar como a água acabar e o que fazer para que isso não aconteça. Vale a pena dar uma conferida. A sua conta de água pode diminuir consideravelmente.

Onde eu posso anotar meus gastos?

Já conversei até com minhas amigas sobre isso, e cheguei a conclusão de que a resposta seria “em qualquer lugar onde seja mais fácil você anotar e rever diariamente”. Eu uso o aplicativo Moneywise, porque ele já classifica automaticamente em gráfico o que você tá gastando, suas despesas por categoria, dia, mês, ano, tudo bem rápido e prático. Minha amiga Bizoca prefere anotar os gastos dela numa planilha, minha amiga Estela prefere anotar num caderno e minha amiga Iana no bloco de notas do celular. Também gosto do bloco de notas de celular e depois envio pro Evernote, pra poder acessar em qualquer lugar (e porque fica mais fácil de achar também, já que tem o sistema de tags e cadernos, tudo online).

E vocês? Como fazem para organizar suas contas e poupar dinheiro?

Bem, por enquanto é isso! No próximo post vai ter a continuação da minha conversa com o francês já no avião para Lisboa (sim, vocês acertaram, falei em francês com ele hehehe).

Perguntas? Sugestões? Comentários? Escrevam aqui gentem! Beijos de uma sagitariana em Lyon.

Primeiro dia de viagem: É AGORA OU NUNCA!

1 ª parte:

O primeiro dia antes do voo de minha jornada rumo Lyon resumiu-se basicamente a fazer a mala nas carreiras, com a ajuda de Tia Lúcia, Mainha, Estela e Marina (amigas de infância).

Aí você diz: nossa Letícia, você é maluca de fazer a mala NO DIA da sua viagem???

Bem, não tão maluca, só um pouco…

Na verdade, meu voo decolou às 23:10. Nos três dias anteriores eu me organizei para comprar as roupas de frio que faltavam (meias de lã, camisas de algodão mais quentes e uma outra segunda pele), pegar emprestado luvas, cachecol e gorro da minha amiga Camilla, além de comprar todos os remédios que eu precisava levar. Assim, no dia anterior eu deixei todas as roupas separadas no canto do meu quarto em cima da mala e fiquei mazelando em casa, aproveitando um pouquinho do meu cantinho que eu não ia ver durante um bom tempo.

Sim, é bem isso que vocês estão lendo: chegou o grande dia! Separei, como disse, as coisas que ia levar por amontoados espalhados pelo quarto, mas cada um com uma lógica definida:

– Calçados (uma havaiana – para banho porque lá o chão é muito frio – uma sapatilha creme, uma sapatilha preta, uma bota de Camilla que aguentou menos 20 graus na Rússia *tu és forte, amiga!*,uma bota até a panturrilha, um scarpin com salto mais confortável, dois sapatênis, um tênis – que fui com ele).

OBS.: gente, geralmente recomendam só quatro calçados, tô levando isso tudinho mas depois digo se realmente usei e como foi 😉

-Roupas para a mala que vou despachar

– Roupa que vou usar

– Roupa extra (muda de roupa) para levar na mala de mão caso a mala grande seja extraviada ( OH GOD PLEASE NO!);

– Remédios que normalmente uso (tirei todos da caixa porque elas ocupam muito espaço e deixei com a bula), homeopatias, florais;

– Receita dos remédios que to levando, pedida anteriormente  ao médico, guardada na pasta de documentos (sim, é essencial uma pasta de documentos em viagens internacionais, ainda mais em países onde vez ou outra ocorrem atentados); —-> em breve pretendo fazer um post só sobre a pasta de documentos =)

– Casacos, roupa de frio (basicamente luvas, segunda pele de cima e de baixo, camisa de blusa longa que esquente bem, gorro, cachecol, meia de lã, meia calça, legig para botar debaixo dos jeans). Coloquei um de cada na mochila de mão, porque sabia que ia usar logo que chegasse lá.

Sendo que, quando deu 14h da tarde, eu vi aquele monte de coisa em cima da minha cama e espalhado pelo meu quarto e disse: FERROU!

Foi aí que eu PEDI SOCORRO pras minhas amigas, veio minha tinha também e felizmente conseguimos colocar tudo dentro da mala… Inclusive, Mazinha baixou uns bons livros digitais para eu ir lendo no avião, economizando muito espaço físico que quase não tinha mais na mala *.* Valheu Maziiiinha ❤

E então: Estela e Tia Lúcia me ajudaram a enrolar as roupas e com a logística, Mainha me ajudou tirando os remédios da caixa, separando-os em sacos plásticos por categoria, e Mazinha me ajudou também com a logística, com as roupas e no final, com os e-books!

UFA! Quem tem amigos tem tudo né??! Não vale a pena se aperrear nessas horas não, é ter humildade e pedir ajuda mesmo hahaha, muito estresse já!

2ª parte: Recife –> Lisboa –>Lyon

Chegou a hora! Meus pais, meus irmãos e meu namorado foram me levar no aeroporto e ficamos juntos até a hora do embarque… Coloquei a mala pra despachar com medo de que fosse ultrapassar o total de 22kg, e, para minha surpresa ficou 21,5kg. UFA!

Depois, na hora de entrar para a sala de embarque, precisamos mostrar os equipamentos eletrônicos e líquidos de até 100ml (mais que isso é proibido em viagens internacionais) os quais possuímos, colocando-os em um container separado na hora de passar pelo raio x. No entanto, eu tinha esquecido que os livros que eu estava levando estavam todos imprensados de uma forma tal que qualquer movimento menos suave poderia fazê-los cair da mala… e, infelizmente, foi bem isso que aconteceu na hora de mostrar o notebook…

E então, quando eu abri a mala, que TAVA ENTUPIDA, os livros saíram voando da malinha, caindo aeroporto à fora…  Para fechar de novo a mala, tive ainda que me sentar em cima dela na frente de todo mundo e fazer uma força sobre-humana para fechá-la (MICO).

Tá Joey, pode rir, eu mereço -.-

Bem, fazendo um parênteses, as passagens que comprei foram pela TAP Victoria, através do sistema de milhas que eles têm. Inclusive, recomendo MUITO às pessoas que têm cartão de crédito se inscrever em algum sistema de milhas, como o Smiles ou outro, como a Maximilhas explica bem nessa página. Nesse sistema de milhas, consegui pagar um preço que eu nunca iria pagar em dinheiro mesmo, ainda mais na classe executiva. Bem, estou falando disso, porque agora vem a parte em que Letícia, a desengonçada, vai para a sala especial (uhhhh) daqueles que compraram classe executiva.

Papel de Parede - Meme - Ui, Que Medo
Ui, foi mal, ela tá na classe executiva.

Logo quando chego e mostro o bilhete, as aeromoças da sala de embarque abrem a porta sorridentes para o “local especial” onde os clientes Premium ficam. Como o lugar estava cheio, me sentei numa cadeira em frente a uma escrivaninha, aproveitando para “arrumar a mala de mão” que eu achava que as roupas de frio estavam muito difíceis de serem retiradas.

Contudo, passado o mico, lá vou eu à classe executiva, que tem uma sala só para “os premium”, com comes, bebes, televisão, cadeiras e mesas individuais grandes para um possível trabalho no laptop ou mesmo para escrever ou focar em algo importante. No meu caso, mais especificamente para sair tirando o casaco, a segunda pele, o gorro, meias de lã e luvas.

Fui enfiando tudo nos bolsos do casaco em meio àquela gente chique KKKKK (vergonha alheia de mim mesma) e reordenando os livros na malinha que já salvou minha vida tantas vezes…

Po cara, emocionante…

A malinha: meu pai diz que ela é poliglota, porque já foi à Londres (2010), à Lisboa e à Itália (2014) e agora ela está indo para a França!

Após reorganizar minhas coisas, peguei meu bloquinhos e passei a escrever. Afinal, aquela cadeira bem alcochoada veio bem a calhar…

Quando embarquei, mas que surpresa…

tamtamtamtaaaaam!!!

Gente, acho que o cara que tá do meu lado é francês! Ele falou “merci”! Fiquei em dúvida se devo perguntá-lo se ele é Francês e aí levar um fora (já me disseram uma vez que os franceses são secos).

E aí, falo ou não falo com o francês? – Cenas para os próximos capítulos…

Planejando o intercâmbio – primeira parte

E aí, gente, tudo bem?

Decidi fazer a programação do blog alternando entre dicas/programação do intercâmbio e as histórias/peripécias de cada dia em Lyon, o que vocês acham?

Nesse sentido, hoje vou falar um pouco sobre como se programar para realizar um intercâmbio. Preparado para a batalha?

É, parece que sim… :S

Eu nunca tinha imaginado que seria possível para mim, um dia, fazer um intercâmbio para outro país até o ano de 2010, no momento do meu resultado para o vestibular de Direito na UFPE. Meu pai ficou tão feliz que ele fez: – Você vai ganhar um intercâmbio para Londres! E aí, claro eu fiquei assim ó:

Ao mesmo tempo que muito feliz! Fiquei super entusiasmada, fiquei com medo, fiquei curiosa, fiquei ansiosa, tudo ao mesmo tempo. Seria a primeira vez em que eu estaria viajando sozinha para outro país, estaria por minha conta, teria que resolver as coisas sozinha – diferente da vez que eu fui pra Disney, que era um grande grupo com colegas conhecidos e as agentes de viagem.

Pronto, comecei a pensar e….daí, eu já sabia que o principal objetivo para mim naquele momento seria aprimorar o idioma Inglês, para meu futuro profissional. Isso porque o inglês é hoje, praticamente, a língua mais falada em todos continentes do mundo, além daquelas institucionalizadas nos seus países de origem. Naquela época, eu tinha terminado o nível pós-intermediário na Cultura Inglesa, na qual eu tinha começado a estudar desde os meus 9 anos até os 16 anos, tendo só parado para estudar para o vestibular. Resolvi nem fazer o FCE aos 16 anos, porque eu achava que não tinha nível suficiente…

1 – FINALIDADE DO INTERCÂMBIO

Depois de muito pensar, você decidiu: quero fazer um intercâmbio! E agora? Será que você quer realizar um intercâmbio mesmo, ou só fazer mochilão e entrar numa aventura diferente em outro país? Você tem consciência de que precisa de um mínimo de estudo/trabalho/esforço para tornar essa experiência possível e proveitosa?

Pronto, no primeiro momento em Londres, aos 18 anos, a minha finalidade foi estudar inglês para meu futuro profissional e também porque desde criança eu dizia que queria viajar o mundo todo. Para mim, penso que realizar um intercâmbio também tem muito a ver com adquirir experiências de independência e amadurecimento, que você, com certeza, trará para o país de onde você veio.

Neste meu segundo momento, em Lyon, a minha finalidade maior foi, é claro, aprimorar a língua francesa (que estudo desde 2011) e me aprofundar na temática da história das ideias dos direitos do homem, além de questões de direito internacional dos direitos do homem, e, quem sabe, conseguir fazer uma boa rede para a realização de um trabalho social mais estruturado no Brasil.

No entanto, o sonho de retornar à Europa surgiu desde que voltei ao Brasil, depois de três meses morando em Londres.

Após conhecer vários franceses e suíços, vi que a língua francesa é também uma porta aberta para conhecer novas culturas. Assim, decidi que iria aprender francês principalmente pela paixão que a sonoridade da língua francesa causava aos ouvidos. Isso porém, viria a acontecer somente depois de eu conseguir o certificado da Universidade de Cambridge (CAE – Certificate in Advanced English.

E aí você pergunta: – Sim, e o que eu tenho a ver com essa história?

Fácil: Você deve fazer a escolha que tenha a ver com sua própria história de vida, contexto em que vive e missão pessoal!

Nossa, que coisa mais abstrata!

Sim e não. Na verdade é bem simples:

1) História de vida – tem relação com que você sempre quis fazer, desde que se lembra enquanto gente;

2) Contexto em que vive – tem a ver com as suas possibilidades no momento. Por exemplo, quando eu voltei ao Brasil em 2010, eu não poderia mais contar com o financiamento dos meus pais para outro grande projeto feito esse, então eu estimei que precisaria de uns 4 ou 5 anos para juntar o dinheiro necessário para o próximo intercâmbio, através de estágios e um pouco de esforço. Isso tudo sem falar do grande apoio do pessoal lá em casa, que me ajudou com o que pode. Com a cooperação a gente vai muito mais longe;

3) Missão pessoal – diz respeito ao que você quer, a longo prazo, para a sua vida. Por exemplo, minha missão pessoal também tem uma relação muito forte com minha história de vida. Sempre quis conhecer o mundo, mas  também sempre fui educada a seguir princípios que dizem respeito a ajudar o próximo, fazer o bem não importa a quem, e que toda a ação que a gente faz, boa ou má, terá uma reação. Pode não ser no momento, mas ela virá lá na frente… Além do que é importante não achar que uma ação boa virá necessariamente seguida de outra, porque temos que ficar contente com o próprio bem que fazemos (fazendo nossa parte). Assim, espero poder ajudar os outros também nessa minha busca de autoconhecimento e expansão pessoal.

E então, aquilo que você quer pode ser super diferente da finalidade do outro: um quer ajudar os outros através do auto-aprimoramento, outro só quer ter um bom nível em inglês para a vida, outro quer ganhar mais dinheiro e ter uma vida mais confortável, outro quer ter mais bens, outro só quer ter uma vida estável e confortável, outro quer ganhar dinheiro para viajar, outro busca mais conhecimento acadêmico, outro mais oportunidades de trabalho, etc. Vai de cada um ir atrás daquilo que realmente te faz bem e ter coerência com os princípios de servem de base de sua existência…

2 – TIPOS DE INTERCÂMBIO

a) Trabalho voluntário – existem empresas que fazem a intermediação de vários tipos de trabalho voluntário ao redor do mundo para jovens estudantes universitários, como a AIESEC. Como o trabalho é voluntário, as despesas também são bem menores, visto que na maior parte das vezes eles conseguem um lugar para você ficar e, dependendo, até alguma refeição. A CI e a STB também oferecem pacotes com essa opção. Vale a pena conferir, comparar os preços (custo x benefício), e ver também a questão de segurança em relação ao país que você vai. Sempre é bom, além disso, falar com pessoas que já foram e como foi a experiência. Muitas fazem blog, assim como eu 😀

Trabalho voluntário no Peru.
Fonte: http://www.ci.com.br/trabalhar-no-exterior/trabalho-voluntario.peru/programas.vida-nueva-cusco

b) Curso de idiomas no exterior – Bem, esse é o basicão para quem quer aprender um segundo idioma e aprender a falar de maneira mais confortável. Geralmente oferecem cursos de inglês geral ou língua francesa ou língua alemã, por exemplo. Conheço pessoas que tiveram boa experiência com a CI e a STB e tem também a Walk Albroad lá em Recife. Recomendo também que a segunda língua seja sempre inglês, de modo que você tem os Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia Canadá, Reino Unido e até Ilha de Malta como opções. Pelo que me consta, a Inglaterra é o país mais caro, e muitos amigos me dizem que o melhor custo-benefício seria ir para o Canadá. Porém, vale a pena dar uma conferida e comparar os preços em diferentes agências (sugiro que você faça por agência mesmo da primeira vez, pela segurança emocional também). A escolha do país acredito que já é um tema para outra postagem 😉

P.S. Pra quem não sabe, tenho também um blog que fiz em 2010 quando fiz meu curso de Idiomas em Londres pela STB.

c) Curso de idiomas e trabalho no exterior – Além de estudar, você também pode conseguir um trabalho, essa é uma boa opção para quem quer aprimorar a língua e ao mesmo tempo se manter.

d) Au pair – Você pode estudar numa universidade ou fazer um curso de idiomas e fazer esse trabalho, que é ser babá de uma criança (ou várias), mas em contrapartida você terá direito à alimentação e alojamento, tendo direito a fim de semana e férias também. É altamente aconselhável para quem goste de crianças e tenha jeito em lidar com situações de ‘malcriação’ e afins hahha. Geralmente é exigida uma duração mínima de um ano. É um dos programas de intercâmbio mais econômicos! Além disso, você recebe uma remuneração em dinheiro.

e) Graduação no exterior – As agências de turismo acima também oferecem esse tipo de opção, contudo vale a pena ver as opções de bolsas de estudo (Ciências sem Fronteiras, bolsa Erasmus, Bolsa Santander, dentre várias outras que surgem para área de exatas) para o exterior – geralmente graduação sanduíche ou intercâmbio acadêmico de seis meses a um ano mesmo, este último foi o que eu fiz – e os inúmeros convênios que nossas universidades têm com as universidades de outros países. Também vale a pena ver as oportunidades de bolsa de pesquisa pela CNPQ.

f) Estágio – Há oportunidades de estágio remunerado e não remunerado em vários países. A depender da sua área, vale muito a pena (Turismo, negócios). Na minha área não achei nenhum através de pesquisa no Brasil.

g) Pós-graduação no exterior – Especialização, mestrado e doutorado. Nesse caso, geralmente se exige um mínimo de fluência na língua do país que você deseja realizar os estudos, doutorado exige pelo menos três línguas, se não me engano.

h) Outros cursos, voltados para a área profissional – À princípio, quando eu voltei ao Brasil, eu tinha o interesse de fazer um curso de English for Lawyers, no entanto eu vi que apenas um mês desse curso em Londres seria o equivalente a 4 meses de intercâmbio em Lyon. Daí, preferi fazer o intercâmbio acadêmico mesmo, através do Convênio da Faculdade com a Universitè Lumière Lyon 2. No caso, há vários cursos profissionalizantes na área de Negócios, Marketing, etc. De fato, é um diferencial no currículo, mas o investimento é bem alto.

i) High School no exterior – Programa de ensino médio no exterior, geralmente um ano. Tenho uma amiga que fez para Alemanha e outra que fez para os EUA, e posso fazer uma entrevista com elas sobre esse tema se vocês quiserem =D

Cena do filme “Meninas Malvadas”

E aí, gente? Qual a missão pessoal de vocês ? O que vocês buscam no intercâmbio? Qual é o tipo de programa que você acha que mais combina com você?

Beijos de uma olindense sagitariana viajante =*